"Tu podes, com certeza, conviver com os outros, mas nunca seres os outros. Eles podem ser muito bons, mas tu és sempre melhor porque és diferente e o único com as tuas características." Agostinho da Silva
terça-feira, 12 de agosto de 2014
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Profundamente… belo e sereno
Pedro Barroso – Eterno
Quero que gostes de Pina Baush, ou até já nem gostes,
queiras mais queiras diferente;
que gostes da cor e do risco forte de Miró
e do canto desiludido e fundo de Ferré;
quero que aprecies os cheiros sensíveis da eternidade
do grande bruto grande e do pequeno sensível e pequeno;
quero que mores nas páginas da Photo e embora sendo um modelo de virtudes
representes, como um todo, a cortesã mais lassa para mim;
quero-te com mãos de pedra e de veludo;
quero que ames o chique e a Serra d'Aire
- mais o safari que a recepção,
quero que mores e sofras nas páginas de Guido Crepax
e que te irrites com a perfeição absoluta, a perfeição absoluta de um retrato de Medina
quero que, se possível vivas dentro do anúncio do Martini,
isso, felina e ondulante lá longe, felina e ondulante numa ilha tropical
quero que sejas capaz de divertir-te, de soltar uma ampla gargalhada,
ante o espectáculo ridículo e obsceno que seria de um homem de Quinhentos
a quem atribuíssem um número de contribuinte
quero que ames o longe e a miragem, como o Régio
e que sejas louca e sábia e que tenhas lábios e mordas,
língua e sorvas, sexo e sexes, salto e salto, riso e rias,
sorvedouro inteiro de vida, arrepio de garça, sacudir de cisne,
passos de corsa, graça de arlequim,
pose de Diva, corpo de areia e luz.
E quero que me dês muito, que me dês tudo,
e que abras as janelas de par em par ao Tejo
e fecundes um poema em cada gesto
e voes como a gaivota em cada espreguiçar
e partas para a Índia em cada cacilheiro
e que sejas, mores, vivas e creias
longe
muito longe daqui...
quero que sejas profundamente minha e ritual
obsessiva e lúcida, doente, febril, tremendo de desejo
disposta a tudo e a mais e a muito mais,
boca de Mundo, seios de Mármore, corpo de Alfazema
e sobretudo Mulher e sobretudo amante.
Se existires assim, nua, inteira, absoluta e pessoal
responde-me
que eu fico aqui, eu fico aqui, eterno, à tua espera.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O concerto
Hoje, os meus Pais informaram-me que os exames e as análises realizadas não confirmaram os piores receios... há um ou outro problema de saúde, nada que a medicação não resolva.
Cansado e preocupado... sem vontade de fixar textos... sem tempo para ler os meus diários preferidos, os vossos... finalmente, decidi dar um pontapé na monotonia afixando uns textos relacionados com as minhas férias.
Em Agosto, fui de propósito ao concerto de Laurent Filipe e Anabela. Não me arrependi. Valeu a pena alterar o meu calendário de férias... foi um grande espectáculo.
Deixo-vos um cheirinho do evento que abrilhantou a vila de Arganil na noite de 21 de Agosto.
Foi uma noite quente, serena... num ambiente familiar.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
“Às vezes as luzes apagam-se”
Esta quinta-feira no Centro Cultural de Belém estreia a peça “Às Vezes as luzes apagam-se”. O espectáculo retrata o quotidiano de 9 jovens de diferentes estratos sociais, sendo abordados temas como “os pequenos e grandes segredos, o pensar demais, o corpo que se tem e aquele que se gostava de ter, os sonhos, os medos, o aborrecimento, os pais divorciados e os pais casados, a escola e as notas, os amigos, as saídas à noite, o álcool e as drogas, a música e o futebol, os primeiros desgostos amorosos, os complexos, as inseguranças e os desejos, e também sobre aquele sorriso quando se fala daquela pessoa.”
Como deverá ter só três apresentações, provavelmente os bilhetes estarão esgotados.
Recomendo este espectáculo até porque a minha amiga Ana é a Directora e Assistente de Produção, conhecendo como a conheço confio na sua capacidade e energia.
Para mais informações seguir o link “Às Vezes as luzes apagam-se”
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Mas que Melga!!!
(Imagem: Canadian Clay & Glass Gallery)
Para me abstrair do mundo virtual decidi tirar uns diazitos de férias da Net, bem tento ser um «Belo dum Gajo Adormecido», mas não consigo. Desde então que anda uma Melga a azucrinar-me a cabeça com um “VOLTA! VOLTA! …. VOLTA! VOLTA!”. Apre!!!
Storyteller, tens 2 pipocas e idade para ter juízo, não há maneira de ficares sossegadinha?
Por acaso conhecem alguém mais impertinente que esta Melga?